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talvez cega,
de visão turva,
incompreensiva
aos olhos de muitos.
compreendida em provas,
embasada em olhares,
penosos. dolorosos,
cheia de energia,
exaltações.
dizem que ela tarda.
dizem que não falha.
mas também dizem
que é cega.
com bandejas na mão,
que pesam valores,
ideais e conjecturas.
é trancada nas celas,
sonhada pelos cidadãos,
pelos sentados nas cadeiras,
nas tribunas.
ah, maravilhosa estátua
de bandana nos olhos,
cólume.
corruptível.
Meu, para o mundo.
a porta abriu e subiu
aquela saia branca.
quase transparente,
tímida indecente, linda.
blusa recortada,
rasgada, toda preta.
aquele brilho no olhar,
intelectual, hipnotizante.
passou assim, rapidin
no tempo da estação,
atravessando um túnel
com sinais verdes, completamente
livre, sem fim.
ficou assim,
com o brilho na orelha
desfilando de sandália,
chinelo, tá confuso.
na sombra dos vultos,
o seu tomou conta da retina.
leve, solta,
cristalina.
Meu, para o mundo.